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Cálculo renal: a doença silenciosa por trás de uma dor súbita e intensa

O cálculo renal, conhecido popularmente como “pedra nos rins”, aflige milhões de pessoas no Brasil e no mundo. A doença é um quadro agudo que se instala mais nos homens do que nas mulheres, trazendo reações de visível transtorno.

Do ponto de vista semântico, o termo “cálculo renal” é inadequado. Melhor seria chamá-lo de cálculo das vias urinárias, uma vez que ele pode acometer qualquer ponto do aparelho urinário (rins, ureteres, bexiga urinária e uretra).

Na maioria das vezes, a doença é descoberta em unidades de emergência, sendo uma condição clínica comum, dramática pela dor envolvida e de abordagem não uniformizada, devido à diversidade de informações a respeito.

Usualmente, o primeiro sintoma é a dor intensa que começa subitamente quando a pedra se move no trato urinário, causando irritação e obstrução. A dor, de caráter imensurável pela não localização na fase inicial, pode associar-se a sintomas sistêmicos como náuseas, vômitos e diarreia. Na fase aguda, a pessoa sente uma dor aguda – no dorso ou abdômen inferior – que se irradia para as genitálias.

As pedras nos rins, localizadas no interior da pelve renal, também podem apresentar pouco ou nenhum sintoma. Em alguns casos, o cálculo pode crescer até um tamanho considerável sem que o paciente o note. No entanto, embora muitos cálculos renais pequenos sejam eliminados na urina de forma assintomática, eles podem causar estragos no sistema urinário.

Para detectar a causa da formação da pedra, deve-se buscar um profissional médico, embora seja certo que a patologia está relacionada a hábitos sociais e alimentares da fase adulta. A vida atribulada e com hábitos alimentares inadequados tem aumentado a prevalência de específicos tipos de cálculo, como o de ácido úrico, que forma o temido cálculo renal. A principal medida dietética é evitar o excesso de ingestão de sal.

Quando há suspeita de cálculo renal, são solicitados exames para a comprovação e a tríade radiológica  (localização, densidade e tamanho do cálculo), com intuito de ministrar o melhor tratamento. Exemplos incluem a ultrassonografia, a radiografia dos rins (urografia excretora), o exame de urina e, atualmente, a tomografia computadorizada sem contraste.

O cálculo renal tem impacto social importante e de custo elevado, pois muitos pacientes ausentam-se do trabalho por vários dias. A despesa com a doença é significativa. Como o índice de recorrência de um episódio de cálculo é em torno de 40% a 50% em cinco anos, é fundamental pensar em prevenção.

Nesse sentido, o melhor caminho é a prevenção associada a uma abordagem multidisciplinar que inclui avaliação nutricional, nefrológica e urológica, o aumento na ingestão de líquidos e a mudança de hábitos sedentários. A avaliação metabólica do paciente após o primeiro episódio de cólica renal também tem mudado a história natural dessa condição clínica.

Autor: Dr. José Eduardo Távora, coordenador da Clínica de Urologia do HVS – UROVILA

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