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Câncer de Próstata, o que mais mata homens, agora tem um novo tratamento com o uso de robôs

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São mais de 60 mil novos casos, todos os anos, somente no Brasil. Somente 1/3 procura tratamento na fase inicial, quando os efeitos colaterais são menores.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de próstata é o tipo que mais acomete os homens. Somente no Brasil são 166 novos casos, todos os dias, totalizando 60 mil pessoas ao ano. Mas o principal problema para o tratamento não são os medicamentos ou o difícil diagnóstico, e sim o preconceito. Quem explica é o urologista José Eduardo Távora: “somente 1/3 dos pacientes procura se tratar. Muitos homens ainda não têm receio do exame de toque retal. No entanto, poucos sabem que tal exame só é realizado como complemento aos exames clínicos, para confirmação ou negação da existência de um tumor”, explica o médico, que é diretor técnico do Instituto de Medicina Robótica da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e chefe do Serviço de Urologia do Vila da Serra, hospital que acaba de receber o que há de mais inovador no tratamento do câncer de próstata: uma unidade robótica.

Inovação no tratamento

Quando diagnosticado, o tratamento passa, irremediavelmente, pela remoção da próstata. No entanto, tal procedimento pode gerar menos efeitos colaterais. “Se a cirurgia é realizada na fase inicial da doença, pode-se tentar tanto a preservação do nervo da ereção quanto do nervo do esfíncter, responsável pela continência urinária. Mas, para isso, o homem precisa se submeter aos exames periódicos”, enfatiza Távora.

Mesmo se diagnosticado na fase inicial, a cirurgia ainda é um risco, como todo procedimento cirúrgico. Mas uma novidade promete gerar um número ainda menor de sequelas. Trata-se do uso da robótica no tratamento.

Acaba de chegar a BH o primeiro robô para ser usado na cirurgia de retirada da próstata. “É o que existe de mais avançado em termos de tecnologia para o tratamento do câncer”, enfatiza o urologista.

Com o uso de pinças, tecnologia 3D (com a geração de imagens tridimensionais) e aproximação de mais de 10 vezes, o robô permite que seja realizado o procedimento com inúmeras vantagens diante do tratamento convencional. As três principais são:

:: Menor risco de sangramento;

:: Recuperação mais rápida;

:: Menor tempo de internação.

“Operamos um paciente ontem à noite e ele vai para casa agora à tarde”, exemplifica Távora.

Prevenção

É necessário um controle com urologista, a partir dos 45 anos de idade, com visitas ao médico a cada dois anos, para realização de exame de sangue e de toque retal. Se o homem possui histórico familiar da doença – pai, tio ou avô – é necessário ainda mais atenção, pois se trata de um tumor normalmente hereditário.

Segundo Távora, “se feito todo esse controle, é possível diagnosticar o câncer na sua fase inicial, buscando-se pela preservação da qualidade de vida desse paciente. Não é porque o homem teve câncer de próstata que a vida sexual dele terminou. Esse é um mito que o uso do robô ajuda a desmistificar ainda mais”, diz.

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Clique aqui para assistir. Reprodução – g1.globo.com

Saiba mais sobre o robô na matéria exibida no Bom Dia Minas:

“Um robô está sendo utilizado em procedimentos cirúrgicos em Belo Horizonte”

 

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