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Doenças arteriais obstrutiva periféricas

Com o envelhecimento da população brasileira, teremos num futuro próximo, um número cada vez maior de pessoas acometidas por doenças arteriais obstrutivas periféricas (DAOPs), comprometedoras do bom funcionamento do corpo. A afirmação é feita pelo coordenador da equipe de Cirurgia Vascular do Hospital Vila da Serra, Dr. Antônio Quintella. O médico explica que as artérias são responsáveis por levar sangue com oxigênio e demais nutrientes para o corpo e que as DAOPs ocorrem em torno de 3 a 10% da população. ‘’Esse número aumenta com a idade. Para se ter uma ideia, nas pessoas acima de 70 anos, ela acomete de 15 a 20%”, informa.

De acordo com Quintella, a doença é geralmente causada pelo acúmulo de placas de gorduras e ocorre principalmente nos membros inferiores, o que leva a uma redução do fluxo sanguíneo. “Por causa disso, a pessoa pode apresentar dor nos membros inferiores ao caminhar, principalmente na panturrilha, sendo que o alívio vem com um pequeno descanso”, diz. Nas fases iniciais, isso ocorre apenas após grandes esforços, ou seja, quando a pessoa caminha longas distâncias ou sobe uma ladeira, por exemplo. Porém, com o avançar da doença, o mal estar surge com mais frequencia, após a conclusão de percursos cada vez menores. “A fase mais grave relaciona-se com presença de dor, mesmo em repouso, ou o surgimento de feridas, principalmente nos pés. É exatamente nesse momento que existe o maior risco de amputações” enfatiza o especialista.

Além disso, as DAOPs estão fortemente associadas a outras enfermidades, como as doenças coronarianas, as carotídeas e a insuficiência renal. Portanto, torna-se fundamental a identificação precoce das DAOPs e, quando necessário, o tratamento de outras doenças relacionadas, como o infarto e o AVC (derrame).

Dentre os principais fatores de risco para o surgimento da doença, estão o hábito de fumar, a diabetes, a hipertensão e a dislipidemia (presença de níveis elevados ou anormais de gorduras – lipídios e lipoproteínas – no sangue, incluindo o colesterol e os triglicérides).

Quanto aos sintomas, Dr. Antônio Quintella chama a atenção para o fato de que as doenças arteriais obstrutivas periféricas podem não apresentar sintomas em sua fase inicial. “A proporção de pacientes assintomáticos para sintomáticos e de três para um, ou seja, a cada três pessoas com a doença sem sintomas temos uma com sintomas”, informa. De acordo com ele, é muito importante o diagnóstico precoce para que se inicie um tratamento clínico adequado.

TRATAMENTO

O tratamento inicial e clínico baseia-se numa dieta adequada e hábitos saudáveis, como caminhadas regulares, e o cuidado com ospés (uso de calçados confortáveis e prevenção contra machucados). O coordenador também ressalta que o uso de medicamentos antiagregantes como o AAS e outros remédios que tendem a aumentar o fluxo sanguíneo são benéficos. “É fundamental controlar os fatores de risco, ou seja, parar de fumar, controlar o diabetes, a hipertensão, o colesterol e o triglicérides alto”, acrescenta. Nos casos mais graves, pode ser necessária a intervenção com o intuito de aumentar o fluxo sanguíneo no membro afetado.

Até poucos anos atrás, todas as intervenções eram realizadas através de cirurgias convencionais. Hoje, na maior parte das vezes, o tratamento pode ser feito através de técnicas endovasculares, que são menos invasivas, proporcionam menor tempo de hospitalização e recuperação mais rápida. “Geralmente elas são realizadas através de punção das artérias no nível da virilha de onde é realizada a revascularização do sistema arterial”, explica Dr. Antônio Quintella.

As pessoas que possuem os sintomas descritos devem procurar um especialista para adequada avaliação e acompanhamento.

O Hospital Vila da Serra possui toda a infraestrutura e com corpo clínico qualificado para diagnóstico, acompanhamento e tratamento dessa condição. A avaliação inicial pode ser realizada nos consultórios da cirurgia vascular. A marcação deve ser feita através do telefone: (31) 3228-8300.

 

 

 

 

 

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