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Dúvida do leitor: Tuberculose

Em nosso artigo “Entendendo a Tuberculose” um de nossos leitores fez o seguinte questionamento,

“A vacina dada para as crianças faz com que elas fiquem imunes ou ainda assim é possível pegar Tuberculose?”

A Dra. Paula Távora da diretoria médica da Vacsim Prevenção & Saúde responde:

A tuberculose é uma doença grave que mata em torno de 3 milhões de pessoas por ano. Estima-se que aparecem 24 mil novos casos no mundo a cada dia e por este motivo a OMS declarou em 1993 que a tuberculose constituía uma emergência sanitária mundial. Apenas 10% dos infectados desenvolvem a forma ativa da doença, mas esta proporção aumenta quando a pessoa está igualmente infectada pelo HIV. A infecção pelo HIV não só aumenta o risco de contrair a primo infecção tuberculosa, como também ativa uma infecção latente e acelera o aparecimento de outras doenças oportunistas.

A tuberculose se propaga rapidamente, porque se transmite por bactérias dispersas no ar, pela tosse e perdigotos. Uma pessoa infectada pode contaminar até 15 novas pessoas por ano, mesmo aqueles que iniciam a antibioticoterapia e interrompem antes da cura, continuam infectando outras pessoas. Devido a alta frequência de transmissão, a vacinação está sendo preconizada nas escolas, empresas, hospitais, etc.

A BCG (Bacilo Calmette & Gérin) é uma vacina preparada a partir de cepas atenuadas do Mycobacterium bovis, o qual promove uma imunidade cruzada ao Mycobacterium leprae. A vacina usada no Brasil é produzida pela Fundação Ataulpho de Paiva e foi classificada pela OMS como de alta virulência residual sem induzir efeitos colaterais, ou seja, possui uma alta eficácia. É aplicada por via intradérmica na inserção do músculo deltóide direito.

Todas as pessoas podem e devem ser vacinadas, exceto bebês com menos de 2,0 kg, mulheres grávidas e pessoas com imunodeficiências congênitas ou adquiridas, incluindo os indivíduos infectados com HIV que já apresentam manifestações clínicas.

Obs: Em adultos não se deve aplicar o BCG sem orientação médica.

A eficácia é de 60 a 75% em indivíduos com o sistema imune sem alterações, por isso não é possível garantir que indivíduos imunizados não possam contrair a doença.

Sobre a vacina

Tipo: Vacina de bacilos mortos atenuada

Procedência: Fundação Ataulpho de Paiva

Dose, via e local de administração: 0,1 mL, intradérmica, braço direito (inserção inferior do músculo deltóide).

Reações adversas: Alguns dias após a vacinação, surge no local da injeção um nódulo que desaparece gradualmente e pode ulcerar-se ao fim de algumas semanas. Esta lesão cura-se espontaneamente, em média, entre 6 e 10 semanas, deixando uma pequena cicatriz. Não colocar nenhum medicamento no local.

Contra-indicações: peso inferior a 2,0 Kg,

imunossupressão,

uso de corticóide contínuo,

indivíduos infectados pelo HIV sintomáticos, gravidez.

Não fazemos mais a dose de reforço dos 10 anos.

Retirada do calendário em maio de 2006.

Obs.: É feita em dose única logo após o nascimento e/ou por orientação e pedido médico.

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