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Incontinência urinária na mulher

Dr. Múcio Barata Diniz -Coordenador do Serviço de Uroginecologia do HVS

Chamamos de incontinência urinária a perda involuntária de urina que ocorre em determinadas situações e que atrapalha, de alguma maneira, a vida normal da pessoa. O funcionamento vesical ocorre da seguinte forma: o rim, através da filtração do sangue, produz a urina, que contém resíduos metabólicos a serem eliminados do organismo. Os ureteres levam a urina produzida à bexiga, onde ela chega em pequenas quantidades.

A bexiga é um órgão muscular em forma de bolsa. Ela possui a capacidade de distensão, ou seja, aumenta sua capacidade de acordo com a quantidade de urina que recebe. Após um certo volume de líquido (150/200ml), a bexiga envia um sinal ao cérebro, dizendo que é preciso esvaziá-la. Se a pessoa acha aquele momento adequado, ela vai ao banheiro e desencadeia o reflexo da micção. A parede muscular da bexiga, que é formada pelo músculo detrusor, se contrai, empurrando a urina através da uretra e, consequentemente, esvazia a bexiga. Quando o funcionamento desse órgão é normal, a micção acontece como um ato voluntário, não havendo perda da urina em nenhum momento fora daquele escolhido e determinado pela vontade da pessoa.

A incontinência urinária é um problema de grande importância por várias razões. Em primeiro lugar, ela é extremamente frequente entre as mulheres. Após os 30 anos de idade, 14% delas podem apresentar algum tipo de incontinência. A porcentagem aumenta com o envelhecimento, sendo que até 50% das pacientes acima de 60 anos podem ter esse problema. É rara a mulher que nunca teve um episódio de incontinência na sua vida. Entretanto, para ser considerada “doença”, a perda involuntária deve ser frequente.

TIPOS E TRATAMENTOS

Algumas mulheres recusam-se até mesmo a sair de casa, com medo de que as pessoas notem o problema. Outras ficam impossibilitadas de qualquer atividade física ou ginástica. Em algumas pacientes, o constrangimento é tão grande que elas se recusam a procurar ajuda médica.

Quando feito adequadamente, o tratamento da incontinência apresenta um alto índice de sucesso e a mulher volta às suas atividades normais. Quando o problema não desaparece com o tratamento, o que acontece em poucas situações, ele é minimizado e a paciente recebe orientações sobre a melhor maneira de conviver com ele.

É importante lembrar que existem diferentes tipos de incontinência urinária. A forma mais frequente, que aparece em cerca de 50% das pacientes, é aquela que surge geralmente em torno dos 35 a 40 anos e é associada a algum esforço físico. Quando a paciente tosse, espirra ou carrega algum peso, ela nota que há saída de alguma quantidade de urina. É a chamada “incontinência urinária aos esforços”. Normalmente ela está associada à gravidez e partos vaginais, partos traumáticos ou de crianças muito pesadas. Entretanto, o problema pode acontecer também com mulheres que nunca tiveram filhos, uma vez que a doença tem várias causas, sendo a característica herdada pela pessoa uma das mais importantes delas.

O segundo principal tipo é o chamado hiperatividade do detrusor. Ele é mais comum entre as mulheres acima de 60 anos, mas pode aparecer em qualquer idade. As pacientes precisam urinar inúmeras vezes durante o dia (mais de 7 vezes), levantam mais de duas vezes à noite para urinar e/ou frequentemente têm uma vontade tão grande que têm que sair correndo para o banheiro.

Uma boa porcentagem das mulheres pode apresentar os dois problemas juntos, o que é chamado de incontinência mista. Algumas pessoas podem ter fístula urinária, uma comunicação direta da bexiga com a vagina, que é decorrente de complicações cirúrgicas e leva à perda urinária involuntária e contínua. A paciente relata que a urina sai constantemente, mesmo sem esforço ou vontade.

Após a avaliação médica e os exames necessários, o tratamento vai ser implantado e pode ser medicamentoso, fisioterápico ou cirúrgico. O mais importante é que a mulher procure ajuda e saiba que hoje os tratamentos evoluíram muito e trazem ótimos resultados.

O serviço de uroginecologia do Hospital Vila da Serra funciona no 2º andar, no setor de consultórios. Marcações de consultas através do telefone (31)3228-8173

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