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Aneurisma de aorta abdominal

O aneurisma é uma dilatação segmentar e permanente de todas as camadas da parede de uma artéria, desde que essa dilatação seja pelo menos 50% maior do que o diâmetro normal da artéria.

O aneurisma de aorta mais encontrado é o abdominal. O perigo da doença relaciona-se ao fato dela ser a 10ª causa de morte em homens acima de 65 anos no Canadá e a 13ª nos Estados Unidos, onde mata cerca de 15 mil pessoas por ano.

No geral, a doença atinge principalmente homens, especialmente após os 50 anos. Como a incidência aumenta com a idade, ela alcança o pico máximo em torno dos 80 anos, acredita-se que o atual envelhecimento da população acarretará uma maior incidência da patologia no futuro.

Outro ponto a ser destacado refere-se ao diagnóstico. A maior parte dos pacientes (cerca de 75%) não apresenta sintomas e é diagnosticada através de exames realizados para outros fins. Ou seja, é provável que a prevalência da doença seja maior em decorrência do subdiagnóstico. Vários pacientes não são diagnosticados e, quando são, estão com diâmetros muito aumentados ou com complicações.

Nesse sentido, a importância do diagnóstico precoce relaciona-se principalmente ao tratamento. Só para se ter uma ideia, o risco de complicações de uma correção cirúrgica de aneurisma não roto é em torno de 5% a 10%, aumentando para 80% caso o paciente apresente um aneurisma de aorta com ruptura. A mortalidade global pode chegar a 80% e a mortalidade operatória dos pacientes com aneurismas rotos que conseguem ser tratados gira em torno de 50%. A ruptura do aneurisma de aorta abdominal é a terceira causa de morte súbita nos EUA e no Canadá, demonstrando o quanto é importante os esforços para diagnosticar o aneurisma antes da sua ruptura.

Deve-se destacar também que nem todos os aneurismas de aorta têm indicação cirúrgica. Mas, caso exista a doença, ela deve ser acompanhada de forma regular. Em linhas gerais, aneurismas fusiformes, ou seja, que acometem todas as paredes das artérias, são tratados cirurgicamente a partir de diâmetros acima de 5,0 a 5,5 cm. Abaixo disso, há interferências em pacientes com sintomas relacionados aos aneurismas, suas complicações ou ao seu crescimento acelerado. Nos aneurismas que acometem apenas uma das paredes, até mesmo os menores, a interferência é feita precocemente, devido ao maior risco de ruptura.

Técnicas de Endoprótese por Via Endovascular:

Até recentemente, todos os aneurismas de aorta tratados eram submetidos à cirurgia aberta ou convencional, com extensa incisão abdominal e com toda a morbidade relacionada às cirurgias de grande porte.

O avanço da cirurgia vascular tornou possível a incorporação de técnicas de implante de endoprótese por via endovascular que permitem, atualmente, a correção de cerca de 70% a 80% dos aneurismas de aorta abdominal. Geralmente, os pacientes são tratados através de incisões na região inguinal, sem o acesso abdominal, o que também reduz a morbidade pós operatória.

Embora a técnica desenvolvida por Parodi tenha seu primeiro caso realizado no mundo em 1989, sua maior utilização somente foi observada na última década.

Vale lembrar que para o sucesso do tratamento é necessário individualizar cada caso, ou seja, selecionar os pacientes e tratá-los ou de forma endovascular, ou através da cirurgia convencional.

Os consultórios de cardiologia do HVS funcionam no 1º andar. Mais informações e marcação de consultas através do telefone (31)3228-8373.

Dr. Antônio Quintella- Coordenador do Serviço de Cirurgia Vascular do HVS.

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