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Time Out Day

A Revista Melhores Práticas publicou um artigo sobre a resistência das equipes na utilização do Check List Cirúrgico proposto pela OMS, por ocasião da campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas. O Autor considera que o desconhecimento das estatísticas e time out estão entre as causas de resistência das equipes.

Para minimizar a perda desnecessária de vidas e complicações sérias, as equipes cirúrgicas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), precisam assegurar:

  • Identificação correta do paciente e local cirúrgico.
  • Utilização de métodos seguros para impedir danos na administração de anestésicos, além de proteger o paciente da dor.
  • Habilidade em reconhecer uma via aérea difícil ou outras condições respiratórias que ameacem a vida.
  • Capacidade de identificar e atuar no risco de grandes perdas sanguíneas.
  • Evitar a indução de reação adversa a drogas ou reação alérgica sabidamente de risco ao paciente.
  • Utilizar métodos conhecidos para minimizar o risco de infecção no sitio cirúrgico.
  • Impedir a retenção inadvertida de instrumentais ou compressas nas feridas cirúrgicas.
  • Manter seguras e identificadas as peças de anátomo patológico.
  • Comunicação efetiva e troca de informações.
  • Vigilância sobre os resultados obtidos.

Em 2012, no Seminário de Gestão do Hospital Vila da Serra, contamos com a participação da Professora de Navegação Aérea na Escola de Pilotagem EFAI, Fernanda Polesca Soares, para discussão do tema “Como um Comandante Administraria o Seu Hospital”.

Na preparação do evento, sugerimos que a professora lesse o livro Check list, escrito pelo cirurgião Atul Gawande, e contextualizamos, em reuniões, o cenário da saúde e a utilização da aviação como referência. Acreditávamos que a leitura do livro seria árida para um profissional da aviação, mas Fernanda demonstrou uma desenvoltura surpreendente com o tema, pois a utilização de check lists está inserida no seu dia – a- dia. Discutindo o livro, Fernanda nos contou como a hierarquia rígida de outros tempos motivou a elaboração de check lists. Analogamente ao cirurgião, o piloto ocupa a posição central na coordenação do processo, mas a interdisciplinaridade é necessária para garantia da segurança do voo.

O resultado foi um sucesso! Em sua exposição, Fernanda utilizou como exemplos os acidentes na cidade Las Palmas em Tenerife/Espanha (1977) e Portland em Oregon/EUA (1978), comparativamente aos eventos indesejáveis em saúde que compunham as manchetes atuais. A abordagem proposta sugeriu que:

  • Todo acidente resulta de uma sequência de eventos e nunca de uma causa isolada;
  • Todo acidente tem um precedente;
  • Prevenção de acidentes requer mobilização geral;
  • Prevenção de acidentes não restringe a atividade aérea; ao contrário, estimula o seu desenvolvimento com segurança;
  • Os comandantes, diretores ou chefes, são os principais responsáveis pela prevenção de acidentes;
  • Em prevenção de acidentes, não há segredos nem bandeiras;
  • Acusações e punições agem diretamente contra os interesses da prevenção de acidentes.

Evidenciando o aprendizado da aviação na utilização de check lists, a palestrante citou casos de sucesso como o do Airbus A 320 US Airways (2009), no qual foram salvas 155 vidas por uma tomada de decisão assertiva baseada em evidências.

Na aviação, foi necessário aproximar os diversos atores envolvidos no voo e, ao longo da história, barreiras foram quebradas e fortaleceu-se a visão de equipe. Um símbolo literal desta aproximação foi a retirada da cortina da cabine de comando que separava piloto e copiloto e a aproximação com a tripulação por meio da responsabilização compartilhada.

No livro Check List, Atul Gawande discorre sobre a afirmativa de que, com a modernização das aeronaves, pilotar um avião tornou-se tarefa árdua demais para uma só pessoa. Tornou-se, pois necessário, considerar a falibilidade da memória e da atenção humana. Neste sentido, o check list é uma ferramenta capaz de proteger pessoas, caso se transforme em hábito para a equipe, segundo Gawande, devemos:

  • Considerar as necessidades e os interesses dos que dependem de nós acima dos nossos próprios interesses.
  • Almejar a excelência em nossos conhecimentos e qualificações.
  • Proceder de modo responsável em relação às nossas atribuições.

De acordo com Gawande, um ato cirúrgico também “é avião demais para ser pilotado por uma só pessoa”, e a utilização do check list é o marco da retirada da cortina entre o cirurgião e a equipe multidisciplinar.

No dia 12 de junho será comemorado em hospitais e centros de cirurgia ambulatorial dos Estados Unidos o Time Out Day; um evento anual destinado a aumentar a consciência sobre a importância do “time out”. Trata-se de uma iniciativa de uma associação de enfermeiros e da Joint Comission que merece reconhecimento e apoio ao redor do mundo (http://www.aorn.org/)!

Texto: Renata Macedo

Colaboração: Karina Kelly, Monique Grapiúna e Rafael Ferreira.

Gawande, Atul. Checklist / Atul Gawande; Rio de Janeiro: Sextante, 2011.

Disponível em:
http://www.revistamelhorespraticas.com.br/verMateria.php?id=57. Acesso em 08/06/2013.

Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/seguranca_paciente_cirurgias_seguras_salvam_vidas.pdf. Acesso em 08/06/2013.

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